
Passada a euforia e a ressaca do festival, é hora de selecionarmos os frutos que colhemos.
Na correria e no calor dos acontecimentos, nós que estamos de qualquer forma envolvidos, ficamos afoitos por saber o que rolou, quais os comentários…
Ao comentar sobre as bandas de Uberlândia, o http://www.hellcity.blogger.com.br cita uma tendência a bandas teatrais e bizarras.
Essa é realmente uma característica peculiar da cena local.
Juanna e Antena encaixam direitinho nisso, tanto que o vocalista da Antena responde pela identidade de Bizarro #1.
Ainda acho que uma conversa com as bandas, principalmente depois de ter visto apresentação pode ajudar a compreender melhor.
Não entender o som da Antena Buriti é normal, uma banda que foi formada daqui a 15 anos é algo não imaginável.
Dentre as Bizarrices de Uberlândia, Porcas Borboletas e Dead Smurfs ficaram obviamente em evidência por terem circulado por festivais, gravado ceus CDs e tal, mas não é exemplo pra mais nenhuma, cada um aqui tem um estilo que não se parece com nada. Pra entender a cena de Uberlândia a gente tem que lembrar outras saudosas bandas bizarras como:
Azul diCavalcante
Anarco-iris
Tulane
mBoitatá
Santa Manca e manca mesmo
Enfim, quem pensou que ia a um festival de Rock se decepciona quando as bandas daqui até lembram o Rock, mas há tempos já abandonaram essa religião.
* Bronca geral com quase toda a imprensa (onde couber a carapuça)
É idiota essa lógica de cobrir os festivais e falar sempre das mesmas bandas.
Os festivais existem pra promover essas bandas sim mas devem servir pra lançar novidades.
Então, vamos prestar atenção nos desconhecidos, os primeiros shows de cada noite, onde geralmente estão bandas que mostraram serviço, disputaram seletivas pra estarem ali.
Logo de cara afirmo, sou bairrista sim, em nosso projeto de guerrilha radiofônica, a rádioBURITI , tvBURITI e esse blog foram criados exatamente pra ajudar a divulgar e promover a cena local e regional da música independente. entendendo sempre que existe uma grande diversidade dessa cena, que vai da moda de viola até o trash metal passando por todos os estilos musicais existentes ou que virem a ser inventados.
ainda sobre as bandas locais:
Antena Buriti não é uma banda de rock, é um som auto definido anarco-pop, mistura Jazz, Drum’n Bass, punk rock e muito mais, tudo numa fusão surpreendente com a musicalidade popular e tradicional de nossa região como a folia de reis e o moçambique. O show da Antena no festival foi empolgante, o público se pôs a dançar e até a cantar junto alguns refrões.
A banda foi idealizadora do sistema ambulante de rádio que realizou shows em praças públicas da cidade, sempre convidando outros artistas locais. Agora figuram entre os 24 finalistas do conexão Telemig Celular, além de ter figurado entre os que “quase chegaram lá” no festival mente aberta da trama virtual/Época.
Os mascarados da Antena Buriti afirmam que não estão satisfeitos com a ordem estabelecida e convidam uma espécie de revolução cultural.
o terrorismo poético é sua arma preferida.
1Bando e o fim da quadrilha também é adepto da fusões, rock, samba reggae, maracatu… também é teatral, seus integrates além de músicos são produtores, escritores, atores, artistas plásticos.
Foram os primeiros no palco na segunda noite e tocaram para um público ainda pequeno. eu mesmo me atrasei e perdi metade do show.
A outra metade do show me agradou bastante, às vezes penso que as experimentações sonoras feitas por eles não ficam bem resolvidas no show. Dessa vez as percussões bem definidas e a entrada de teclado e sax trouxeram uma consistência muito boa ao som da banda. tem que manter o nível, trabalhando eles estão, e no caminho certo.
Juanna Barbêra é, antes de qualquer coisa, divertido. seu estilo é otorrinolaringolometron e seja lá o que for isso eu concordo com essa denominação. A banda surgiu a pouco tempo e traz uma proposta musical, poética, e performática. não sei se por descuido ou intenção, sempre acho que o som fica meio poluído. Os vocais do Robissom Sete soam claros, aspecto importante para ressaltar o conteúdo das letras mas às vezes não consigo entender o que Madame Lilli canta.
Essa banda convence chamando o público a cantar e dançar ao som de seus instrumentos com uma (Forçada) história de uma gangue de traficantes de obras de arte da fronteira do México.
Eu me divirto muito em todos os shows que vejo. E adoro bandas de rock (ou quase rock) que tem garotas, chega de ficar vendo marmanjos barbudos suando no palco.
Estas 3 bandas Uberlandenses mais o Rapper Escuridão ( Negro D’Stilo ) que fez uma participação especial arrebatadora no show da Antena, lançaram nesse festival a Coletânea Art. 288 que inclui músicas, release, fotos e vídeos das bandas. um ótimo exemplo de camaradagem entre as bandas. o Cd circulou e foi procurado durante todos os dias do festival.
Parabéns pela iniciativa.
Destaque, no quesito garotas tocando, também para os mineiros do Dead Lovers Twisted heart e sua baterista lindinha.
deixem que digam que pensem que falem.
mas que falem.